8 de janeiro de 2010

ELVIS AOS 75 ANOS


Desde 1977 ouvimos que Elvis não morreu. O que é bom, porque se tivesse morrido seria uma pena. Olhou para o peso, decidiu emagrecer. Escutou tudo que tinha gravado, decidiu que a obra já era suficiente para alguém de 42 anos. Deu um suspiro, exclamando “My, boy! My boy! My boy!”, e decidiu voltar à vida de caminhoneiro e ser feliz.

Em algum lugar secreto, ele, hoje, está fazendo uma festa de 75 anos. Algo discreto. Não quer chamar a atenção. Imagino que, nesses 33 anos de sumiço, ele deve ter aprendido como fazer isso. Não foi, com certeza, algo fácil para o homem de Tupelo. Um dos seus principais talentos (além da bela voz, seu dom de intérprete, sua ameaçadora dança irrequieta e sua presença de palco carismática) era o fato de não passar despercebido. Me lembro bem da primeira vez que vi o Rei, não como uma figurinha romântica em comédias açucaradas na sessão da tarde (o bom drama “King Creole” só passava de madrugada, quando eu estava dormindo). Foi durante o show “Aloha from Havaii”, em 1973. Pensei (enquanto ele entrava no palco, ao som de “See, See, Rider”): “O que é isso? Um super-herói que canta?” Não estava tão errado assim, pois a roupa branca do período “Las Vegas” (cheia de adereços), usada por ele, era inspirada no uniforme do Capitão Marvel Jr., um dos heróis favoritos do cantor. “My boy! My boy!”.

Hoje vou ouvi-lo cantando “Tomorrow Is A Long Time”, de Bob Dylan, que o próprio compositor considera a melhor versão de qualquer música dele. Vou assistir o Elvis do show de 1968 para a NBC, mostrando porque Mr. Presley foi elevado ao panteão (merecido) como um dos melhores artistas da história da música. Vou me divertir dançando com “Little Sister” ou “Return The Sender”. E vou, enfim, erguer um brinde, merecido e grato, ao insubstituível Rei do Rock.

Portanto parabéns, Elvis! Muito obrigado, meu amigo! Esteja onde estiver, feliz aniversário e boa festa para você! And that’s all right, my boy!

Um comentário:

Gustavo Guterman disse...

Texto bonito. Infelizmente não tive o prazer de viver este tempo, mas uma homenagem tão linda e sincera dá nostalgia até para quem não pode estar presente nesta época.
Parabéns meu amigo Soneto.
As always, fantastic.
By boy!